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CROSSFIT: A Visão do Fisioterapeuta Desportivo
 
 
A pergunta que mais tenho respondido ultimamente é sobre o risco de lesões no CrossFit. Junto com esses questionamentos, uma dose significativa de preconceito. Claro, é até óbvio por ser algo novo, principalmente no Brasil, onde apenas uma pequena parcela da população sabe realmente o que é o CrossFit. Por isso, é preciso que todos entendam: o Crossfit é, sim, um esporte, além de ser uma metodologia de treinamento ou estilo de vida, como muitos preferem definir. E como tal, são necessários todos os procedimentos de aprendizagem de técnicas, rotinas de adaptação às instruções metódicas dos coachs (treinadores precisam ser licenciados ao CrossFit) e respeito ao corpo e seus limites.
Com competições próprias e atletas profissionais em todo o mundo, o Crossfit mostra, cada vez mais, sua superioridade – em relação a outras práticas esportivas – no condicionamento físico pleno de atletas de baixo ou alto rendimento, dos mais variados esportes. Lutadores de boxe, judô, MMA, jogadores de futebol e até triatletas compõem suas rotinas de treino dentro de uma box (como é chamada uma área de treinamento). Outras boas referências da eficácia do esporte são as academias de Polícia e Exército Americanos (Paine e col, 2010), que se condicionam e preparam todos os seus soldados e oficiais para as guerras através do CrossFit.
E porque essa “novidade”, que já é tão difundida nos EUA, tem feito também tanto sucesso e se espalhado em todo o Brasil? Por que essa marca já virou uma das maiores do mundo fitness e tem atraído seguidores por todo o mundo? Será que é apenas mais uma “modinha” do segmento? O ramo da saúde e a visão técnica da Fisioterapia Desportiva esclarecem essas dúvidas de forma positiva: o CrossFit é uma atividade completamente segura, pois preza pelo padrão biomecânico perfeito, pelo aumento das eficiências articular e muscular e otimizam o padrão básico da prevenção de lesões: a mobilidade, a estabilidade e a “mobilidade em cima da estabilidade” (Gray Cook, 1999).
O que mais chama a atenção é a rapidez com que o CrossFit seduz seus praticantes, principalmente pela variação constante de missões, treinamentos físicos e incentivo diário à superação de limites e desafios individuais. E o que mais me agrada: é uma atividade eminentemente inclusiva. Podemos ver, numa mesma turma, de jovens bem condicionados e atletas até idosos com necessidades específicas. Isso tudo se deve à capacidade e possibilidade de adaptação dos exercícios solicitados pelo WOD (Workout of the day). É comum ver pessoas se assustarem ao assistirem atletas carregando altos pesos em barras, subindo em cordas ou pulando em caixas altas. É preciso, no entanto, fazer com que essas mesmas pessoas entendam que os praticantes do CrossFit são treinadas arduamente para cada movimento desse. Aprender a colocar um bastão de PVC acima da cabeça com técnica e segurança; se pendurar em barras com auxílio de faixas elásticas poderosas ou simplesmente subir em degraus com um correto alinhamento dos joelhos são alguns passos de um treino ideal para boa parte dos alunos.
Ah! Quando me perguntam sobre os riscos de lesão na prática do CrossFit, também costumo lembrar que todo e qualquer esporte que envolve técnica apurada, velocidade e variação de movimentos com o corpo pode acarretar lesões. Mas acho importante destacar ainda que vários estudos científicos (Paul Taro, 2013; Giordano, 2014) mostram que a prevalência de lesões durante a prática do CrossFit é muito menor em comparação a esportes de contato, como o futebol, por exemplo. E se compararmos à corrida? Sabe o que é fascite plantar, canelite ou tendinite patelar? São lesões que costumam ser acompanhantes ferrenhas dos corredores que, teoricamente, praticam um esporte sem muita “ciência” para realizá-lo (embora saibamos que não basta calçar o tênis e sair correndo).
Então, friso que, paralelamente ao sucesso do CrossFit, é necessário acompanhar a prática do esporte com estudos e intervenções que permitam e mantenham a segurança e eficácia ao crossfiteiro, que cada vez mais se apaixona e usufrui de todos os resultados positivos do melhor e mais completo esporte do mundo.
Referências Bibliográficas:

1. Bergeron MF, Nindl BC, Deuster PA, et al. Consortium for Health and Military Performance and American College of Sports Medicine consensus paper on extreme conditioning programs in military personnel. Curr Sports Med Rep. 2011;10:383–389.

2. Greg Glassman, “The CrossFit Training Manual, v4,”http://www.CrossFit.com/cf-seminars/CertRefs/CF_Manual_v4.pdf(accessed November 13, 2014)

3. Major Jeffrey Pine, Major James Uptgraft, Major Ryan Wylie. CGSC CrossFit Study 2010. Prescribed by ANSI 298.

4. Calhoon G, Fry AC. Injury rates and profiles of elite competitive weightlifters. J Athl Train. 1999;34:232–238

5. Gray Cook, Lee Burton, Kyle Kiesel.. Movement: Functional Movement Systems—
6. Screening, Assessment, Corrective Strategies. ISBN: 978-1931046725. E-book format.

7. Witvrouw, E, et al. Stretching and injury prevention. Sports Medicine 34.7. 2004; 443-449.

8. Weisenthal BM, Beck CA, Maloney MD, DeHaven KE, & Giordano BD. Injury Rate and Patterns Among CrossFit Athletes. Orthopaedic Journal of Sports Medicine 2.4 2014; 2325967114531177.

9. Hak PT, Hodzovic E, & Hickey, B. The nature and prevalence of injury during CrossFit training. Journal of strength and conditioning research/National Strength & Conditioning Association. 2013.

10. Gremeaux V, Drigny J, Nigam A, et al .Long-term lifestyle intervention with optimized high-intensity interval training improves body composition, cardiometabolic risk, and exercise parameters in patients with abdominal obesity. Am J Phys Med Rehabil. 2012;91:941–950.

Arivan Gomes, Prof. Esp, PT.
Fisioterapeuta do Esporte
Coordenador do Curso de Pós-graduação em Ortopedia e Traumatologia da UcSal
Coordenador da Clínica Escola da FTC
Sócio Sonafe – 283 / Presidente da SONAFE Bahia / Crefito 7 – 91046-F
Sócio Proprietário da Aldeia Crossfit
www.fisioterapiadesportiva.com.br
 
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